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SEM REDE_oficina
01 a 06 set 2025
10h -12h30 + 14h-17h
Estúdio corpodehoje / Loulé
Valor de inscrição: Contribuição equitativa e consciente entre 30,00€ e 200,00€
Sinopse
A prática de composição em tempo real é basicamente a mesma para bailarinos e músicos. As principais diferenças residem no uso do corpo - o principal instrumento em ambos os casos - e na motivação para agir. Para um bailarino, o corpo é o instrumento e a principal motivação é criar movimento, ser visto. Para um músico, o corpo na sua relação com um objeto é o instrumento e a motivação primária é criar som, ser ouvido. Esta colaboração investiga as semelhanças e diferenças entre os seus pontos de vista, incluindo e enfatizando as zonas de cruzamento e contaminação.
Som para os olhos, movimento para os ouvidos.
Mark Tompkins & Nuno Rebelo
Biografia_Mark Tompkins
Bailarino, coreógrafo, cantor e professor norte-americano, funda a Companhia I.D.A. em 1983. A sua forma única de fabricar objetos de performance não identificados que misturam dança, música, voz, texto e vídeo tornou-se a sua assinatura. Reconhecido pelo seu ensino, a sua paixão pela composição em tempo real leva-o a colaborar com muitos bailarinos e músicos a nível internacional. Em 2008, recebe o prémio de Coreografia SACD pelo seu trabalho. Fascinado pelo atrito entre alta e baixa cultura, seus shows são inspiram-se no music-hall, no burlesco, na comédia musical e na ambivalência de género. Também canta e dança com a compositora Sarah Murcia, colabora com a coreógrafa Mariana Tengner Barros, e improvisa performances e um livro, ONE SHOT dialoga sobre composição em tempo real, com a coreógrafa Meg Stuart.
Biografia_Nuno Rebelo
Integrou os grupos Streetkids (1980-82) , Mler ife Dada (1984-89) e “Plopoplot Pot” (1990-92). A partir dos anos 90 desenvolveu larga atividade como compositor de música para bailado, teatro e cinema, tendo colaborado com Vera Mantero, Mark Tompkins, Constanza Brnčić, Paulo Ribeiro, João Fiadeiro, Aldara Bizarro, Philippe Genty, José Wallenstein, António Feio, José Nascimento, Edgar Pêra, etc. Foi o autor do hino da Expo 98 e da música para o espetáculo de fogo de artifício que marcou a abertura de “Porto 2001 Capital Europeia da Cultura”. Como guitarrista experimental tem tocado em vários países com músicos de topo da música improvisada. Entre 2013 e 2015 foi docente de Improvisação Contemporanea no Taller de Musics – Escola Superior d'Estudis Musicals, Barcelona. Em espetáculos de improvisação com dança, atuou com bailarinos como Steve Paxton, Lisa Nelson, Vera Mantero, Mark Tompkins, Julyen Hamilton, David Zambrano, Frans Poelstra, Boris Charmatz, Mathilde Monnier, Constanza Brnčić, etc. Nas últimas décadas tem abordado também outras áreas de intervenção artística como a performance, esculturas sonoras e vídeo.